Fatura da eletricidade da empresa: 6 pontos a rever para perceber se paga a mais

Gestora a analisar a fatura da eletricidade da empresa em papel à secretária, ao lado de um portátil

A fatura da eletricidade da empresa tem pontos onde é comum pagar mais do que o necessário: potência contratada acima do que se usa, consumos concentrados nas horas mais caras, energia reativa ou um tarifário que já não corresponde à atividade. Nenhum destes pontos exige conhecimentos técnicos. Basta saber onde olhar e comparar com o dia a dia da empresa.

1. A potência contratada

É o valor, em kVA, que define quanta eletricidade a instalação pode usar ao mesmo tempo. Paga-se todos os dias, haja ou não consumo.

Muitas empresas têm uma potência pensada para uma realidade que já mudou: menos máquinas, equipamentos mais eficientes, menos pessoas no escritório. Se o quadro nunca dispara e os consumos máximos ficam bem abaixo do contratado, há margem para ajustar.

2. Em que horas consome

Os tarifários com vários períodos (vazio, cheias e ponta) cobram preços diferentes consoante a hora. Uma padaria que liga os fornos de madrugada ou uma empresa que carrega carros elétricos à noite pode poupar bastante com o ciclo certo.

Painéis solares, turbinas eólicas e um carro elétrico a carregar junto a edifícios de escritórios
Carregar viaturas elétricas ou ligar máquinas nas horas de vazio pode baixar a fatura.

O contrário também acontece: um tarifário por períodos numa empresa que consome quase tudo nas horas de ponta pode sair mais caro do que uma tarifa simples.

3. A energia reativa

Aparece sobretudo em instalações com motores, compressores, bombas ou muita iluminação antiga. Nas instalações com contadores de maior potência, esta energia pode ser faturada à parte e somar valores significativos todos os meses.

Se a linha existe na sua fatura e se repete, vale a pena pedir uma avaliação. A solução costuma ser uma bateria de condensadores, com retorno rápido do investimento.

4. O preço da energia e as condições do contrato

Compare o preço por kWh que está a pagar com as ofertas atuais para empresas. Veja também se o preço é fixo ou indexado ao mercado, e se isso ainda faz sentido para a sua atividade.

Gestora a analisar uma fatura de eletricidade da empresa, com consumo, potência contratada e energia reativa
Compare o preço por kWh que paga hoje com as ofertas atuais da MEO Energia para empresas.

Contratos assinados há vários anos raramente foram revistos. É frequente encontrar condições que já não são competitivas.

5. Consumos que não deviam existir

Leia o consumo nos meses de férias ou aos fins de semana. Numa empresa que fecha em agosto, a fatura desse mês devia ser muito mais baixa do que as outras. Se o valor quase não desce, há equipamentos ligados sem necessidade: ar condicionado programado, arcas antigas, servidores ou iluminação exterior. Uma volta pelas instalações numa sexta-feira ao fim do dia, a ver o que fica ligado, costuma dar pistas imediatas. Programadores horários baratos resolvem muitos destes casos.

6. Várias faturas, vários contratos

Empresas com mais do que um local têm muitas vezes contratos diferentes, com fornecedores e condições diferentes. Juntar tudo simplifica a gestão e dá força para negociar.

Três perguntas a fazer antes de mudar de contrato

Qual é o preço em cada período, e até quando está garantido? Um preço baixo nos primeiros meses pode subir depois. Peça os valores por escrito para todo o período do contrato.

Há fidelização ou penalização por saída antecipada? Convém saber antes de assinar, sobretudo se a empresa está a crescer ou pode mudar de instalações.

A fatura inclui serviços que não pediu? Alguns contratos juntam à energia serviços de assistência ou seguros. Podem ser úteis, mas devem ser uma escolha consciente e não um valor escondido.

Como rever a fatura da eletricidade da empresa

Reúna as faturas dos últimos 12 meses, para apanhar o verão e o inverno. Anote a potência contratada, o consumo por período e qualquer linha de energia reativa. Com esses números na mão, a comparação faz-se em minutos.

Portátil com o gráfico do consumo mensal de eletricidade da empresa, em kWh e em euros
Com as faturas dos últimos 12 meses à frente, a comparação faz-se em minutos.

Na MEO Energia, a UMTS faz esta análise para empresas de todas as dimensões, incluindo instalações em média tensão. E se quiser rever também as comunicações, veja as soluções para empresas.

Perguntas frequentes

Posso baixar a potência contratada?

Pode, desde que a potência nova chegue para os equipamentos que funcionam ao mesmo tempo. Convém analisar primeiro os picos de consumo, para evitar que o quadro dispare nos momentos de maior uso.

O que é a energia reativa?

É energia que certos equipamentos, como motores e compressores, consomem sem produzir trabalho útil. Nas instalações com contadores de maior potência pode ser cobrada à parte, e costuma resolver-se com baterias de condensadores.

Mudar de fornecedor de eletricidade implica cortes ou obras?

Não. A rede e o contador são os mesmos. Muda apenas a empresa que fatura a energia, e a mudança não interrompe o fornecimento.

Quanto pode uma empresa poupar?

Depende do perfil de consumo e das condições atuais. Nas simulações da MEO Energia, a poupança anual pode chegar aos 20%, mas só uma análise da fatura real diz quanto se aplica ao seu caso.

A UMTS Telecomunicações é parceiro da MEO Empresas e apoia as PME em Portugal com soluções de telecomunicações, energia e segurança digital. Para analisar a situação da sua empresa, fale com a equipa da UMTS e veja os nossos serviços e soluções.

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