Ciberataque em Ovar: 5 passos para a PME continuar a trabalhar sem email nem telefone
Um ciberataque deixou a Câmara Municipal de Ovar com os sistemas parados, sem email nem telefones fixos, e com vários serviços fechados ao público até quarta-feira. Ainda não se sabe que tipo de ataque foi. Para uma PME, a pergunta útil é outra: se acontecesse hoje à sua empresa, como continuava a trabalhar?
Neste artigo
O que se sabe sobre o ciberataque em Ovar
O ataque foi detetado durante o fim de semana e a Câmara confirmou-o no domingo, 18 de outubro. O sistema usado pelos principais serviços ficou inoperacional. Os serviços online, a linha EcoLinha, os endereços de email e os telefones fixos do município também estão indisponíveis.
Estão fechados ao público o atendimento municipal, o urbanismo, o ecocentro e a veterinária, entre outros. Continuam a funcionar, por exemplo, o Espaço Cidadão, o mercado municipal, a piscina, a biblioteca e o Espaço Empreendedor. A reabertura está prevista para quinta-feira, 22 de outubro, mas depende da recuperação dos sistemas. Os prazos dos procedimentos administrativos em curso ficaram suspensos.
O caso foi comunicado às autoridades e uma equipa técnica trabalha na contenção e na recuperação. A natureza do ataque não foi divulgada, não há confirmação pública de ransomware e não se sabe se há dados de munícipes afetados.
Porque interessa a uma PME
Há dois pormenores que qualquer gerente deve ler com atenção. O primeiro: ficaram sem email e sem telefone ao mesmo tempo. Se o telefone da empresa funciona pela Internet, como acontece numa central telefónica virtual, um ciberataque pode levar os dois canais de uma só vez.

O segundo: a Câmara suspendeu os prazos dos seus procedimentos. Uma empresa não tem esse poder. Entregas, pagamentos e prazos com clientes continuam a contar, mesmo com os sistemas parados.
5 passos para continuar a trabalhar depois de um ciberataque
- Ter um canal de reserva. Os telemóveis pessoais da equipa, um grupo de mensagens e uma lista de contactos de clientes e fornecedores em papel. Decida antes quem liga a quem.
- Isolar primeiro, apagar nunca. Desligue da rede o equipamento suspeito, mas não o formate nem reinstale. Guarde a hora e o que apareceu no ecrã, porque ajuda quem vai investigar.
- Saber onde estão as cópias de segurança. Uma cópia ligada ao servidor pode ser encriptada com ele. Guarde pelo menos uma cópia desligada da rede e experimente restaurar alguns ficheiros duas vezes por ano.
- Avisar clientes e fornecedores cedo. Uma mensagem curta, sem especulação: houve um problema informático, estamos a resolver, o contacto alternativo é este. Se tiver prazos a cumprir, peça por escrito um novo prazo à outra parte.
- Chamar ajuda e ver o que comunicar. Contacte o seu informático, e se houver dados pessoais envolvidos, peça aconselhamento sobre a notificação ao regulador. Em caso de suspeita de crime, apresente queixa.

Não precisa de fazer os cinco de uma vez. Comece pelo primeiro e pelo terceiro, que custam pouco e dão mais tempo quando algo corre mal.
E depois do ciberataque?
A recuperação costuma ser feita por fases: primeiro o essencial para faturar e atender, depois o resto. Quando tudo voltar, mude as palavras-passe, reveja quem tem acesso a quê e escreva o que aprendeu numa folha. O próximo ciberataque, ou a próxima falha, vai encontrar a equipa mais preparada.
Para perceber a dimensão do risco em Portugal, leia o nosso artigo sobre ataques informáticos em Portugal e medidas para a PME. E se precisa de apoio a rever a sua proteção, veja os nossos serviços para empresas.
Para a proteção dos computadores e as cópias de segurança, a MEO Empresas tem o MEO Safe, que reúne cópias de segurança, antivírus e navegação segura e pode ser acrescentado aos pacotes da sua empresa. Pode saber mais na nossa página da Oferta SAFE.

Perguntas frequentes
Já se sabe que tipo de ciberataque foi o de Ovar?
Não. A natureza e a origem do ataque não foram divulgadas, e não há confirmação pública de que se trate de ransomware. Também não se sabe ainda se houve dados de munícipes afetados.
Uma PME pequena também pode sofrer um ciberataque destes?
Pode. Os ataques automáticos procuram qualquer sistema mal protegido, sem olhar ao tamanho da empresa. Uma empresa pequena tem menos camadas de proteção e, por isso, sente o impacto mais depressa.
Tenho de comunicar um ciberataque a alguém?
Se houver dados pessoais envolvidos, o RGPD prevê um prazo curto, em regra de 72 horas, para notificar a autoridade de proteção de dados. Se houver suspeita de crime, apresente queixa às autoridades policiais. Peça aconselhamento cedo.
Quanto tempo demora a recuperar de um ciberataque?
Depende do tipo de ataque, do estado das cópias de segurança e da preparação da empresa. Pode ir de algumas horas a várias semanas. Cópias recentes e testadas são o que mais encurta o tempo.
Na UMTS Telecomunicações, parceiro da MEO Empresas, ajudamos as empresas em Portugal a reforçar a segurança digital e dos sistemas informáticos. Para rever a proteção da sua PME, fale com a equipa da UMTS ou veja os nossos serviços para empresas.
Se os sistemas parassem hoje, a sua empresa continuava a trabalhar?
Analisamos consigo o que acontece à sua PME num ciberataque e ajudamos a preparar cópias de segurança e canais de reserva, sem compromisso.
Pedir análise gratuitaOutros Artigos
Pode gostar
-
Lenovo IPSLIM3 I5 (14IRH10)
€ 699.99
-
Xiaomi 15T
€ 429.99 – € 499.99Price range: € 429.99 through € 499.99
-
iPhone 16e
€ 699.99
Veja o que temos para si
- Computadores 38
- Smartphones 75
- Tablets 41
- Televisões 35
- Wearables 66
Smartphones
Tablets
Wearables
Computadores
Portátil
Televisões