SIM swap: 4 perguntas sobre as novas APIs antifraude das operadoras

SIM swap: troca de cartão SIM num telemóvel, com o título do artigo

A MEO, a NOS e a Vodafone anunciaram ferramentas que ajudam as empresas a detetar um SIM swap, a troca de cartão SIM usada em burlas para roubar contas e códigos de verificação. A sua PME não as vai instalar, mas pode ficar mais protegida se o banco e os fornecedores as usarem. Estas são as quatro perguntas a fazer.

O que anunciaram as operadoras

Na terça-feira, 20 de outubro, as três operadoras apresentaram um conjunto de APIs no âmbito da iniciativa internacional GSMA Open Gateway. Uma API é uma porta por onde o programa de uma empresa faz uma pergunta à rede da operadora e recebe uma resposta.

Para já são duas funções. A primeira confirma se o número que está a usar um serviço pertence mesmo ao cliente. A segunda avisa quando um número foi há pouco associado a um novo cartão SIM, o sinal clássico de um SIM swap. Uma terceira, que identifica números passados a outra pessoa, está prevista para o início de 2027. A Nokia apoia a integração técnica.

Ficou por dizer quando as duas primeiras ficam disponíveis, quanto custam e em que condições.

Como funciona um SIM swap

O burlão convence a operadora a passar o número da vítima para um cartão SIM que ele controla. Dali em diante, as chamadas e as mensagens chegam ao telefone errado. Com os códigos por SMS na mão, tenta entrar na banca online, no email ou numa plataforma de pagamentos.

Telemóvel com uma mensagem da operadora a avisar que o número foi associado a um novo cartão SIM
Uma mensagem da operadora sobre um novo cartão SIM que ninguém pediu é sinal de alerta.

Pense num gerente de uma loja com três funcionários que repara, a meio da manhã, que o telemóvel ficou sem rede. Enquanto tenta perceber porquê, alguém pode estar a pedir códigos de recuperação em nome dele. É um exemplo, mas o primeiro sinal costuma ser esse mesmo.

O Banco de Portugal registou 2.577 reclamações formais por burlas em operações de pagamento em 2025, cerca de 45 % mais do que em 2024.

O que muda para a PME, e o que não muda

A empresa não integra estas APIs por sua conta. Quem o faz são os bancos, as lojas online, as plataformas de pagamento e os fornecedores de software. Se o banco da sua empresa as adotar, pode pedir uma confirmação extra quando detetar um SIM swap recente, antes de aceitar uma operação sensível.

Edifício de um banco e antena de rede móvel ligados por escudos de segurança, a ilustrar as APIs antifraude
As APIs permitem que um banco confirme junto da rede móvel se um número é de confiança.

A NOS descreve as APIs como um complemento da dupla autenticação, e a MEO admite que um dia possam substituir outros métodos. Por agora, quem tem a dupla autenticação ativa deve mantê-la.

O que não muda é o essencial. Uma API não impede um funcionário de carregar numa ligação falsa nem de entregar um código a quem telefona a dizer que é do banco. Para esse risco, veja o nosso artigo sobre phishing nas PME e o que fazer.

4 perguntas para fazer ao banco e aos fornecedores

  1. O acesso depende só de um código por SMS? Se sim, peça uma alternativa, como uma aplicação de autenticação ou uma chave de segurança. Um SMS é o método mais exposto a um SIM swap.
  2. Pensam usar a verificação de SIM swap das operadoras? Não custa perguntar, e a resposta mostra o grau de atenção do fornecedor a este risco.
  3. Quem na empresa pode pedir uma segunda via do cartão SIM? Pergunte à operadora que confirmações exige e deixe o pedido nas mãos de uma ou duas pessoas.
  4. O que fazemos se o telemóvel do gerente ficar sem rede? Combine antes: ligar à operadora a partir de outro telefone, avisar o banco e mudar as palavras-passe do email principal.

Se as respostas forem vagas, comece pela primeira: trocar o SMS por uma aplicação de autenticação nas contas mais importantes é rápido.

Sinais de SIM swap a que a equipa deve estar atenta

Há quatro situações que justificam um telefonema imediato à operadora:

  • o telemóvel perde a rede de repente, enquanto os colegas ao lado continuam com sinal;
  • chega uma mensagem da operadora sobre uma alteração de cartão SIM que ninguém pediu;
  • aparecem avisos de início de sessão ou pedidos de recuperação de palavra-passe que ninguém iniciou;
  • deixam de chegar mensagens e chamadas esperadas.

Nestes casos, não espere para ver se passa: fale com a operadora e com o banco. O artigo sobre ataques informáticos em Portugal e medidas para a PME ajuda a organizar os primeiros passos.

As novas APIs protegem o momento da verificação, mas não os computadores da empresa. Para essa parte, a MEO Empresas tem o MEO Safe, que reúne cópias de segurança, antivírus e navegação segura e pode ser acrescentado aos pacotes da empresa. Pode ver os detalhes na nossa página da Oferta SAFE. E se quiser rever a proteção das contas e dos telemóveis da equipa, conheça os nossos serviços para empresas.

Fontes: comunicado conjunto da MEO, NOS e Vodafone de 20 de outubro de 2026, noticiado pelo SAPO TEK, pelo ECO e pelo Dinheiro Vivo. Dados sobre as reclamações por burlas em pagamentos: Relatório de Supervisão Comportamental do Banco de Portugal, segundo o Jornal Online.

Banner MEO SAFE com um escudo azul e o botão «Proteger a minha empresa»

Perguntas frequentes

O que é um SIM swap?

É a troca fraudulenta do cartão SIM associado a um número de telemóvel. O burlão consegue que o número passe para um cartão que controla e passa a receber as chamadas e os códigos por SMS da vítima.

As novas APIs das operadoras já estão disponíveis?

Foram anunciadas esta semana, mas as datas de disponibilidade da verificação de número e da deteção de SIM swap não foram divulgadas. A terceira função, para números reatribuídos, está prevista para o início de 2027.

Estas APIs substituem a dupla autenticação?

Para já, são um complemento. A NOS apresenta-as dessa forma, e a MEO admite que no futuro possam vir a substituir outros métodos. Até lá, a dupla autenticação deve manter-se ativa.

A minha PME tem de instalar alguma coisa?

Não. Quem integra estas APIs são os bancos, as plataformas e os fornecedores de software. O que a empresa pode fazer é perguntar-lhes se pensam usá-las e reforçar a proteção das contas principais.

Na UMTS Telecomunicações, parceiro da MEO Empresas, ajudamos as empresas em Portugal a reforçar a segurança digital e dos sistemas informáticos. Para rever a proteção da sua PME, fale com a equipa da UMTS ou veja os nossos serviços para empresas.

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