Exército e MEO criam rede móvel própria para catástrofes. E a sua empresa, tem plano B?

Militar com tablet junto a uma antena da rede móvel do Exército numa colina, com um drone a sobrevoar

A nova rede móvel do Exército foi pensada para funcionar quando tudo o resto falha. Desenvolvida em parceria com a MEO, usa tecnologia 4G e 5G, monta-se no terreno e não depende da infraestrutura civil. Custou 587 mil euros e vai ser apresentada formalmente a 14 de outubro.

Como funciona a rede móvel do Exército

Trata-se de uma rede tática, ou seja, um sistema de comunicações que se transporta e se instala onde for preciso. Segundo o Exército, permite:

  • voz segura, mesmo sem rede comercial disponível;
  • dados em tempo real;
  • vídeo em alta definição;
  • apoio a drones de reconhecimento, mapeamento térmico e sensores integrados.

O projeto foi financiado pela Lei de Programação Militar, com a MEO como parceira técnica.

Onde foi testada

A demonstração decorreu em Santa Margarida, durante o exercício ARTEX26/HEDI OPEX26-1, com a presença do Chefe do Estado-Maior do Exército, General Eduardo Mendes Ferrão. A apresentação formal, com demonstrações em cenários simulados, está marcada para 14 de outubro de 2026.

Porque é que isto importa

O objetivo é garantir que as equipas no terreno conseguem comunicar em grandes apagões, tempestades, cheias, incêndios ou sismos. O Exército lembra que episódios recentes mostraram a fragilidade das estruturas convencionais.

Telefone de secretária, portátil, telemóvel e tablet ligados à nuvem, com ícones de Wi-Fi, chamadas e segurança
Num apagão, param os telefones, os computadores e os terminais de pagamento.

Portugal conhece bem estes cenários. O apagão de 28 de abril de 2025 mostrou a muita gente, pela primeira vez, o que é ficar horas sem rede.

E se a rede falhar na sua empresa?

Uma PME não precisa de uma rede militar. Mas pode fazer a mesma pergunta que o Exército fez: se a rede falhar, o negócio continua a funcionar?

Em muitas empresas, a resposta honesta é não. Sem internet não há faturação nem terminal de pagamento, e às vezes nem telefone. As soluções para reduzir este risco são quase sempre simples:

  1. Ligação de reserva. Um router com cartão 4G/5G que entra em funcionamento quando a fibra falha.
  2. Energia para o essencial. Uma pequena UPS mantém o router e a rede ligados durante um corte de luz.
  3. Chamadas que não se perdem. Com uma central telefónica virtual, as chamadas para o número fixo podem seguir para os telemóveis da equipa ou para um atendimento automático.
  4. Documentos na nuvem, acessíveis a partir de qualquer sítio com rede.
  5. Um plano numa folha. Quem faz o quê, e a quem se liga, se a rede cair.

Um bom ponto de partida é fazer o teste. Num dia calmo, desligue a fibra do escritório durante dez minutos e veja o que deixa de funcionar. A lista que sair daí é o seu plano B por fazer.

Perguntas frequentes

O que é uma rede móvel tática?

É uma rede de comunicações móveis que se transporta e instala no terreno, sem depender das antenas e da energia da rede civil. Serve para manter as comunicações em situações de emergência.

Quanto custou a rede móvel do Exército?

Custou 587 mil euros, financiados pela Lei de Programação Militar. A MEO foi a parceira técnica do projeto.

Como pode uma PME manter a internet se a fibra falhar?

A forma mais simples é ter uma ligação de reserva pela rede móvel, com um router que muda sozinho quando a fibra cai. Com uma pequena UPS, continua a funcionar também durante um corte de luz curto.

Se a internet falhar amanhã, a empresa continua a trabalhar?

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